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domingo, 5 de junho de 2011

Faça seu próprio vinho

Clientes da Crushpad
separando uvas para o seu próprio vinho

Uma empresa americana chamada Crushpad, em Napa Valley (próximo de São Francisco, CA/EUA) propõe um modelo de negócio inovador. Eles produzem vinhos. Eles propriamente não, mas seus clientes sim. Qualquer pessoa que tiver disposição, tempo e 8 mil dólares, pode participar de todo o processo de produção do seu próprio vinho. A quantidade mínima é de um barril de 225 litros, o que dá 300 garrafas. O cliente pode decidir o tipo de uva, quem será o fornecedor, tempo e temperatura de fermentação, tempo de envelhecimento em barris de carvalho e até os detalhes do rótulo. Isso pode ser feito via web ou na própria empresa, onde o cliente participa da separação das uvas, do processo de maceração (não com os pés, mas com máquinas especiais), etc. 
Executivos entre 35 e 55 anos fazem parte da lista de clientes e alguns levam o hobby muito a sério: 17  deles receberam mais de 90 pontos na avaliação de Robert Parker, o todo poderoso da degustação de vinhos. O negócio deu tão certo que a Crushpad instalou uma segunda unidade na região de Bordeaux (França) e surgiram também alguns filhotes: a Brooklin Winery a City Winery, ambas em Nova York. A City Winery se especializou em oferecer seu processo de produção de vinhos a empresas interessadas em fazer programas de team building com seus funcionários.
fonte: Revista Exame 

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Psicólogos do Trânsito - paz no trânsito por um sorriso

Não entendo a intolerância no trânsito. Uma vez estava com um amigo, de carona. Ele demorou um pouco mais pra arrancar com o carro e fazer uma conversão. Foi o suficiente pra um taxista atravessar o Ômega na frente dele e emergir de lá de dentro com uma barra de ferro, espumando como um pitbull. Um pouco de “deixa disso” em troca de alguns palavrões o cara foi embora tão rápido quanto apareceu, mas ninguém mais dormiu naquela noite. Uma barra de ferro. Pra que isso?
Psicólogos do Trânsito: Fornecem sorrisos sem pedir nada em troca
A frota carros no Brasil mais que dobrou de 2000 a 2010. São quase 65 milhões, número superior à população da Argentina.  Assim, trânsito confuso não é mais “privilégio” de paulistanos há muito tempo. E com tanto carro na rua, intolerância, stress, socos e pontapés se multiplicam. Na capital paulistana, são cerca de 150 ocorrências por dia. Mas ainda tem salvação. Tem gente que dedica horas da semana, que poderiam ser usadas pra estar com família ou amigos pra fazer motoristas se desarmarem e sorrirem. Arrancar sorriso de motorista estressado no trânsito de São Paulo, ainda que por cinco segundos, assume outra perspectiva quando se trata do “rush” - e eles conseguem. Um dia, Guilherme Brandão, um ex-estressado no trânsito, resolveu passar pro outro lado. Inspirado no trabalho que a trupe Doutores da Alegria faz em hospitais, desenvolveu repertório semelhante só que tendo como palco a faixa de pedestres dos cruzamentos mais movimentados de São Paulo. Surgiu a trupe de palhaços “Psicólogos do Trânsito” – seis palhaços que usam o intervalo nos sinais de trânsito na tentativa de tornar aquele momento mais leve para os motoristas que assistem às performances.
Tenho inveja de quem, como Guilherme, descobre uma forma de exercer a cidadania e acredita nela. Gente assim desperta na gente a vontade de acreditar que as coisas podem melhorar. Só que essa é a inveja do bem. A inveja do mal faz outras coisas: o Conselho Regional de Psicologia reclama o uso do termo "Psicólogos", uma vez que são Palhaços. Engraçado, sabe que eu não tinha percebido? Achei que aqueles palhaços na esquina do escritório eram Psicólogos mesmo! - me poupe. 
Recado pra Dona Maria Bethânia (a cantora): Criaram coisa bem mais útil que um blog de poesia e não precisou um milhão e meio de reais pra isso!

fonte: site Psicólogos do Trânsito e Notícias Terra website

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Acorde para o Câncer de Mama - entrevista com Gilze Francisco


Gilze Francisco
Presidente do Neo Mama
A enfermeira Gilze Francisco descobriu-se um dia, aos 38 anos, portadora do Câncer de Mama.  Arregaçou as mangas e enfrentou seu destino, na luta contra a doença e suas adversidades. Fez mais que isso – criou um site – www.cancerdemama.com.br – hoje considerado o mais relevante sobre o tema em língua portuguesa. E fez mais ainda – Fundou o Instituto Neo Mama  de Prevenção e Combate ao Câncer de Mama, responsável por inúmeras iniciativas de peso, focadas no suporte às portadoras do Câncer de Mama.
Entrevistar Gilze foi um privilégio para o “Se Espirrar, Saúde!”. Conhecermos um pouco mais de sua vida e suas iniciativas e apresentar tudo aqui é uma forma de participar dessa cruzada.  
SeES! - Quando e como foi que começou o NEO MAMA?
Gilze - O Instituto Neo Mama surgiu após o site www.cancerdemama.com.br. Foi um grande passo, pois uma atitude inédita sempre incomoda, e só surgiu porque fui falar ao vivo sobre o assunto no "Domingão do Faustão" – fui muito cobrada sobre o porquê das mulheres da região terem que entrar no site ou telefonarem-me para conversarmos. Daí a idéia do Instituto.
SeES! - Quais foram os maiores desafios para colocar esta ONG para funcionar?
Gilze - A falta de dinheiro (na realidade, é um desafio até hoje), e principalmente pelo fato de lidarmos predominantemente com mulheres. A imagem de fortaleza da mulher atrapalha, por mais incrível que possa parecer, não comove como a de uma criança, adolescente ou idoso. Passamos sempre a impressão de "possibilidades mil". Graças a Deus, a credibilidade e a seriedade das nossas propostas sobrepuseram-se sempre. Continuamos lutando.
SeES! - Qual o maior foco de atuação de grupo atualmente?
Gilze – É a interdisciplinariedade do atendimento, visando a reestruturação da mulher acometida pelo câncer de mama, sua reinserção na sociedade e mercado de trabalho. Auto-estima e auto-imagem também são focos fortes dentro do nosso antendimento.
SeES! - Hoje o NEO MAMA conta com quantos colaboradores e quais as funções ou missões de cada grupo, se posso assim chamar?
Gilze - Contamos com um grupo de aproximadamente 40 voluntários comprometidos, engajados, onde realizam seus trabalhos segundo suas funções. Advogados, nutrição, fisioterapia, auxilio a sexualidade, artesãs, cada um tem seu espaço, tempo de atuação e metas. Quem não se identifica, logo se desliga, isso acontece.
SeES! - As atitudes em torno do CA de Mama estão evoluindo no Brasil? Temos números sobre isso?
Gilze - Podemos detecta-lo precocemente, a fim de podermos evitar cirurgias mais mutiladoras, tratamentos mais agressivos e baixa sobrevida. Os números indicam (segundo o INCa), que em 2010 perto de 42.000 mulheres se descobrirão portadoras de câncer de mama, e aproximadamente 11.000 mulheres morrerão - é o câncer que mais mata mulheres no Brasil.
SeES! - Você pode citar quais as empresas alavancam o NEO MAMA?
Gilze - Libra Terminais, Clínica Mult imagem, Unicred Metropolitana, Moinho Paulista. Com exceção à primeira empresa, as demais patrocinam o programa "Um Toque Pela Vida", que vai ao ar para toda Baixada santista pela Santa Cecilia TV, e para todo o mundo pelo site www.santos.tv.br/umtoquepelavida.
SeES! - Gilze, porque as pessoas são tão reticentes em tomar uma atitude quanto ao exame para detecção do CA de Mama?
Gilze - Por questões culturais e religiosas, principalmente, além do baixo nível de informações coerentes e acessíveis, e da escassez das mesmas. O medo também é um fator forte, pois paralisa, faz com que percam tempo, acreditem que ao ignora-lo ele desaparecerá, etc. O medo e o sentimento de culpa que vem depois, associados ao medo da perda da mama são cruciais.
SeES! - Me parece que muitos consideram esse tipo de mobilização “piegas”, fruto de uma banalização. Isto faz sentido ou é uma visão equivocada?
Gilze - Não faz sentido algum! Toda informação ainda é pouca perto da triste realidade do câncer de mama. Só quem passou por ele ou viu de perto o sofrimento de outros sabe dizer ao certo. Banalização é ignorar o crescimento dos casos ano-a-ano, as vidas que se vão por falta de diagnóstico precoce, ver que muito poderia ser feito, mas que poucos se mobilizam com seriedade e sem outras intenções para deter o índice de mortalidade por câncer de mama.
SeES! - De zero a dez, como você avalia a atenção dada ao tema Câncer de Mama:
Gilze - Mídia, nota 0. A midia não se dedica, despreza e menospreza a grandiosidade do problema. Agem como se tudo fosse auto-promoção para quem as propõe. Pura falta de visão e de preparo para este tipo de abordagem. Governo, nota 0. Motivos semelhantes aos acima citados, excetuando a responsabilidade inerente aos governos, que é grande e omissa. Iniciativa privada, nota 5. Se interessa um pouco mais "quando se deixa ouvir". Comunidade médico-científica, nota 8. Todos estão cientes e conscientes desta realidade.
SeES!  - Em que veículos de comunicação como o nosso blog, no facebook e no linked in (por exemplo) podem contribuir para a luta contra o Câncer de Mama?
Gilze - Divulgação sem exageros, realidade sem máscaras, mas com sutileza, elegância e clareza. A mulher é um ser privilegiado, inteligente, que muitas vezes esconde a doença porque percebe que sua família não está preparada para este diagnóstico (a seu ver). Poupa mas não é poupada. Esclarecimentos sempre são importantes, mas vindos com embasamento, sem "achologismo". Uma dura realidade, bem colocada, sempre é melhor e ajuda mais que uma doce mentira ou omissão.
SeES! - E você? Conte como foi a sua trajetória do início de tudo até os dias de hoje com o NEO MAMA.
Gilze -  Descobri-me portadora de um câncer de mama em maio de 1999, após realizar o auto-exame. Ao procurar na Internet sobre o assunto, quis criar um site onde as mulheres pudessem ter aquilo que eu mesma procurava: esclarecimentos e esperança. Criei então o site www.cancerdemama.com.br, o mais acessado no mundo em língua portuguesa sobre o assunto. Depois dele veio o Instituto Neo Mama, o programa de Tv e palestras por todo o Brasil
SeES -  Uma mensagem final aos leitores e leitoras?
Gilze - Gostaria de, se possível, "entrar" dentro das mentes e corações (são terras onde ninguém vai) e conscientizar que encontrar um câncer de mama pequeno, precoce, é curável. Mesmo em alguns casos, um pouco mais adiantados, como o meu, podem resultar em sucessos. Deixar para lá, não ir ao médico ou seguir suas solicitações, notar anormalidades e ignora-las são fatais em se tratando de câncer de mama. Lutar de peito aberto é o que de melhor podemos fazer. Pare de colocar o que lhe ameaça debaixo do tapete, pinte sua vida com cores mais fortes, vibrantes, e a nebulosidade irá embora. Sua cabeça lhe salva ou lhe condena. Cabe a cada um de nós optar pelo caminho a ser trilhado...

sábado, 16 de outubro de 2010

Quando Rosa é Azul

Se você olhar pro céu e enxergar um avião rosa se preparando pra pousar, não são os seus óculos, é rosa mesmo. A Azul (Companhia aérea brasileira) batizou de “Rosa & Azul” o modelo E-Jet 195 (matrícula PR-AYO), engajando-se na campanha de combate ao Câncer de Mama, uma parceria bonita com a Embraer e a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama - Femama. No discurso que fez na cerimômia de entrega do avião, Pedro Janot, Presidente da Azul, reforço a importância do engajamento na campanha, como forma de sensibilizar e incentivar o disgnóstico precoce. A tripulação do PR-AYO é toda feminina, elegantemente vestindo ROSA (foto) e assim permanecerá por tempo indeterminado.
Em carta aos funcionários, pede que conversem com parentes, amigos, conhecidos para ampliar a mensagem. Finaliza a carta dizendo: “a Azul é uma empresa feminina, com mais mulheres que homens a bordo. Ofereço esta homenagem a todas as mulheres da Azul, da Embraer e do Brasil”.
No comando do PR-AYO - só mulheres
Conversei sobre esse tema com um funcionário da Azul. Enquanto me relatava o ocorrido e me mostrava a carta, vi o fogo nos olhos dele. Não era um funcionário e sim um “militante” da Azul. “O Janot nos disse” – foi a referência por ele feita à carta. Precisa dizer mais?   
Aí está o “cabelo de Sansão” de uma companhia, a combinação explosiva – o fogo nos olhos de um “miltante” e a crença no líder. Começa pelo funcionário, passa para o dia a dia, no trato com os clientes e se transforma no sucesso de uma empresa.
Parabéns à Azul pela atitude ROSA, pela carta “do Janot”, pelo “comissário militante”.
Veja cobertura completa do evento, dia 07 de outubro de 2010 na Sede da Embraer clicando aqui: Evento “Rosa & Azul.
fontes: Carta aos funcionários da Azul Linhas Aéreas e FEMAMA website.

sábado, 9 de outubro de 2010

Olhem para o OUTUBRO ROSA o ano inteiro

Nunca tinha dado muita atenção ao Outubro Rosa, confesso. Até o dia em que comecei a me envolver com o tema detecção do câncer de mama e percebi que  tem um batalhão de gente que trabalha em silêncio por essa causa. Não dá pra deixar passar isso.
O Outubro Rosa surgiu nos EUA, em meados de 1990. Ações isoladas ocorridas em vários estados americanos motivaram o congresso a eleger o outubro como o mês  nacional da prevenção ao Câncer de Mama. As atenções se voltaram fortemente para a data quando aconteceu a Primeira Corrida da Cura em 1990, nos EUA, onde foi oficialmente lançado e distribuído o famoso laço cor de rosa.  Não se sabe ao certo quem criou e quando começou o ato de iluminar de rosa monumentos, pontes, prédios oficiais, mas essa passou a ser a “cara” do Outubro Rosa, tornando-se uma linguagem entendida em todo o mundo. No Brasil, as primeiras manifestações pelo Outubro Rosa aconteceram em 2002, quando o Obelisco do Ibirapuera ficou rosa, em comemoração aos 70 anos da Revolução Constitucionalista. De lá para cá, diversos monumentos foram iluminados e realizaram-se diversos mutirões de mamografia através do envolvimento de governos estaduais e da iniciativa privada.  
Sobre a doença em si, informação na web é o que não falta e tem gente muito forte pra opinar e orientar a respeito, como o Doutor Dráuzio Varella em seu blog (clique sobre o nome dele). Então, me chamou a atenção a existência da FEMAMA (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama), entidade criada em 2006 e que congrega as ONGs focadas na luta pela prevenção, detecção e tratamento do Câncer de Mama no Brasil. A FEMAMA está por trás das iniciativas envolvendo o Outubro Rosa, versão brasileira.  Mas eles fazem muito mais, desde trabalhar pelo acesso da população à mamografia, encurtar o período entre a detecção da doença e o tratamento e pleitear políticas públicas focadas no Câncer de Mama. Não é pouca coisa, pena que se veja tão pouca informação exposta a respeito. Pena mesmo. 


fontes: estadão.com, FEMAMA website & blog dr. Dráuzio Varella

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Fazendo Escolhas – parte 2

Enquanto continuava dirigindo na chuva, lembrei duma situação interessante: dia desses atendi uma ligação dum gringo – parei e liguei a tecla Sap (recurso mega instantâneo dos que dominam um pouco o idioma sem serem fluentes – o meu caso, mas estou tratando disso). Era de um banco de investimentos britânico, montando escritório em São Paulo e queria me vender aplicações financeiras! O cara de pau queria meu dinheiro e fazia aquilo pra me impressionar (ou me intimidar)! Depois de ouvir a ladainha, tasquei: Você não fala a minha língua? Ao que ele respondeu “Claro”. E depois de ter ouvido de mim “Cara, então me faça a sua venda no meu idioma, é mais educado”, encerrou-se ali nosso papo. Cada Maluco...

Essa ligação, digamos insólita, deu o que pensar sobre ESTAR ANTENADO pro mundo. Não dá pra deixar que uma certa miopía cotidiana nos roube a CURIOSIDADE. Coisas como saber o que é TWITTAR uma mensagem (tuit-o-quê??) ou que a AMAZON lançou o KINDLE (e que isso vai mudar o hábito de ler), ou que um cliente está fazendo inglês via web enquanto ouve Bob Siclar (como assim, nunca ouviu Bob Sinclar?).

Você acredita que é preciosismo da minha parte? Sem ofensa, ok? Mas talvez você pertença ao grupo que acha que Pós Graduação ainda é mais negócio do que falar inglês...Me poupe.
Qual a solução mágica pra tudo isso? Na real não tem, mas uma ótima iniciativa pode ser a de largar planilhas e projeções e xeretar um pouco o MUNDO. Ele vai dar as respostas. E hoje em dia, o MUNDO está logo ali, nem que seja no Dr. Google. Mas vá sem preconceito (Resiliência - lembra do outro artigo logo abaixo?) e ou divirta-se ou assuste-se, depende do que vai descobrir.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Questão de Iniciativa

INCIATIVA segundo o Aurélio - Ação daquele que é o primeiro a propor e/ou empreender uma coisa/ Qualidade daquele que sabe agir, que está disposto a empreender, ousar.

Quem receia as responsabilidades e auto-limita suas ambições às coisas fáceis, dificilmente arrasta os outros à atitude. Pra isso, precisa ter uma SENHORA crença em sí mesmo! Mas basta reparar em volta - atitudes do vizinho, de um sobrinho adolescente, amigos preocupados com seus empregos, um colega de trabalho. O normal são as pessoas esperarem iniciativas sempre dos outros (às vezes, me pego esperando isso também!). Eu acredito que iniciativa é um "Messias" que nunca vem, senão de dentro pra fora e não ao contrário.

Sou fã desse vídeo. Provavelmente alguns de vocês já viram na web, mas ele é tão rico que cada vez que for visto, é possivel perceber coisas novas em cena.