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quinta-feira, 21 de março de 2013

Vida de Exterminador dá Futuro


Como produto literário, a verdade por trás de uma biografia fica em segundo plano. Não tem como saber se tudo corresponde a realidade e em que medida. É uma colagem de perspectivas sobre o biografado e, principalmente se estiver vivo, leva o verniz sorridente do próprio, mesmo no reconhecimento dos erros, apertos e tempo difíceis. E aí? Acreditar ou não acreditar? Depois das 518 páginas do livro “ARNOLD SCHWARZENEGGER – A INACREDITÁVEL HISTÓRIA DA MINHA VIDA”, concluí que não importa muito. Pondo um filtro nos fatos, o livro todo é a afirmação do improvável estatístico: Como pode um garoto pobre do interior da Áustria do pós-guerra, filho de um guarda de fronteira, se tornar o 1º fisiculturista do mundo nos anos 60, mudar para os Estados Unidos, virar astro do cinema (matando um monte de gente), empresário de sucesso falando mal o inglês e chegar a Governador da Califórnia (9ª economia do mundo, dados de 2010)?? Vamos combinar que o cara tem músculo, cérebro e mérito. Não é nem motivação, auto-ajuda nem lição de negócios, mas dá boas dicas sobre o balance entre a fama e o faro pra dinheiro. Fora todo o botox aos 65 anos, vale a leitura.  

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Jamais confie em quem não ama o que faz

Encostar num balcão e ver que a pessoa que vai me atender se arrasta pela vida é muito triste. Me sinto uma coisa chatinha que resolveu parar e que a pessoa tá ali não pra me socorrer, mas pra me fazer um favor. Gente cansada trabalhando no comércio é um perigo e isso é o mais comum, infelizmente. O crescimento contínuo do e-comerce em mais de 30% ao ano, mesmo com os riscos, pode ser uma boa resposta a isso...

Há dois anos parei numa loja do Ponto Frio pra comprar um laptop – não dá pra dizer que é um negócio barato, são mil e poucos contos assim...puf. Mas eu entrei disposto a “comprar” mesmo, não estava em dúvida. Um cliente assim é uma baba – o vendedor só precisa seguir o script, pois a venda já tá feita e eu sabia disso. Por isso minha expectativa de ser bem atendido era mínima. Conversei com o vendedor e o cara me surpreendeu. Conhecia bem o equipamento, me mostrou as diferenças sutis entre dois modelos e, na hora de negociar, foi firme. Pedi um desconto maior, joguei pesado. Ele mostrou até onde poderia ir, em compensação me vendeu mais duas vantagens: o seguro contra roubo pra um ano e a garantia estendida – e fez algo que jamais tinha visto um vendedor fazer: me mostrou o contrato da seguradora, apontando as cláusulas que reforçavam o que ele estava dizendo. Tudo isso sem jamais baixar os ombros, sem ser submisso e nem ser arrogante. Jamais esqueci o nome dele: Márcio. No fim, já com a caixa do laptop, deixei um cartão meu com ele, pra o dia que ele resolvesse deixar o comércio. Ele, meio constrangido, recebeu o cartão e sorriu: “- Puxa, muito obrigado, a gente nunca sabe o futuro, mas eu adoro o que eu faço.”
Um tempo depois, voltei na mesma loja e não vi o Márcio. Tinha deixado a loja e ninguém conhecia ele. Só tinha uns novatos que vieram com a postura de sempre: ou muito elétricos (os tais burros motivados) ou cansados demais pra atender. Perguntei se tinha virado Gerente. “- Dessa loja, não” - respondeu alguém de quem jamais lembraria o nome. De quantos “Márcios” uma grande empresa abre mão sem perceber? E ninguém nem conhecia o cara... Dei as costas, fui vasculhar outras lojas e não voltei mais lá. Ok, em homenagem ao Márcio, veja o vídeo abaixo (enviado pela nossa parceira de blog Ana Paula Falk, de Zurique). Está em alemão, mas você não vai precisar entender uma palavra.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Sobre xícaras, cafés e pessoas...

O texto abaixo foi um presente do meu amigo Mário França Neto, de Delaware (EUA).
Um grupo de ex-alunos, todos muito bem estabelecidos profissionalmente, se reuniu para visitar um antigo professor da universidade. Em pouco tempo, a conversa girava em torno de queixas de estresse no trabalho e na vida como um todo. Ao oferecer café aos seus convidados, o professor foi à cozinha e retornou com um grande bule e uma variedade de xícaras - de porcelana, plástico, vidro, cristal; algumas simples, outras caras, outras requintadas; dizendo a todos para se servirem. Quando todos os estudantes estavam de xícaras em punho, o professor disse:
- Se vocês repararem, pegaram todas as xícaras bonitas e caras, e deixaram as simples e baratas para trás. Uma vez que não é nada anormal que vocês queiram o melhor para si, isto é a fonte dos seus problemas e estresse. Vocês podem ter certeza de que a xícara em si não adiciona qualidade nenhuma ao café. Na maioria das vezes, são apenas mais caras e, algumas vezes, até ocultam o que estamos bebendo. O que todos vocês realmente queriam era o café, não as xícaras, mas escolheram, conscientemente, as melhores xícaras... E então ficaram todos de olho nas xícaras uns dos outros. 
Agora pensem nisso: 
A vida e as pessoas que amamos são o café. E os empregos, dinheiro e posição social são as xícaras. Elas são apenas ferramentas para sustentar e conter a vida. E o tipo de xícara que temos não define, nem altera a qualidade de vida que vivemos. Às vezes, ao nos concentrarmos apenas na xícara, deixamos de saborear o café, que é o que realmente importa. Saboreie seu café! Viva intensamente a sua vida...(Mário Neto).

terça-feira, 20 de julho de 2010

La Traviata num Mercado Público

Recebi esse link incrível do meu amigo e gurú Ricardo Pietoso. A Opera Company of Philadelphia soltou a voz num mercado público italiano em abril de 2010. Não é à tua que, até o momento, esse vídeo registra quase 2 milhões de entradas no Youtube. Note a reação das pessoas... Se você não viu isso ainda, veja e adicione mais Saúde ao seu dia!

fonte: Youtube

sábado, 19 de junho de 2010

Porque as Pessoas brigam tanto nas empresas?

O consultor Pablo Aversa (Senior Partner at Alliance Coaching) esses dias formulou uma pergunta irritante, uma vez que essa pergunta nunca quer calar: Porque as pessoas brigam tanto nas empresas? Paulo, eis meu ponto de vista, espero que ajude a entender e agir sobre o fato.
A comunicação capenga é normalmente o início das contendas entre as pessoas. Um mail desaforado, uns narizes torcidos na hora errada em uma reunião, uma atitude desrespeitosa, coisas assim acontecem por minuto. Mas isso tem um foro mais íntimo: briga de egos, insegurança (a tentação por não assumir erros e passá-los pra outra pessoa), falta de empatia e o clima competitivo exacerbado. A competitividade é saudável e produtiva se houver postura da liderança que mostre com atitudes simples que o real oponente está fora da empresa e não dentro. Falta uma pitada de educação das pessoas também, por incrível que pareça – educação de base: deixar o outro falar, aceitar uma perspectiva diferente da sua, não agir como se fosse o dono da verdade, entender que pra alguém ganhar não precisa necessariamente que o outro perca nem ser exposto ao ridículo. Subestimar a inteligência alheia também completa a lista. O que custa fazer a diligência e/ou dirigir-se aos colegas com gentileza legítima (não apenas social, figurativa)?
A busca da meritocracia nas organizações é saudável pros negócios, alavanca o clima organizacional desde que foque habilidades individuais sem diminuir o restante do grupo nem rotular as diferenças (isso acontece quando se busca um “padrão” de performance, de atitudes, de comportamentos). Somente a postura da Liderança e o Coaching podem desintoxicar o ambiente, diminuindo brigas internas, pois isso certamente acaba com a saúde das pessoas, ainda que silenciosamente - Minha opinião. Saúde à você Pablo e obrigado pelo insight do tema.

terça-feira, 15 de junho de 2010

"Se Espirrar, Saúde!" É campeãããão!

Exatamente hoje, dia em que o Brasil estreou na Copa do Mundo 2010 batendo na Coréia, o blog “Se Espirrar, Saúde!” comemora a marca de 5.000 visitas e 8.100 paginas vistas. Começamos em setembro de 2009 e não imaginávamos que dava para ir tão longe em tão pouco tempo. Foram 9 meses, tempo que se leva pra gerar uma vida. Agradecemos a receptividade de todos, as contribuições, os comentários, enfim as atitudes de vocês, que nos desafiam a buscar temas, formas e abordagens cada vez mais criativas e interessantes. Às vezes acertamos, às vezes erramos, mas a dinâmica do aprendizado e da mudança rápida é que dá o sabor a esse desafio.
Quero agradecer ao meu “editor chefe” e leitor implacável, Alexsander Poubel, sem o qual os posts com certeza estariam forrados de pequenos erros de português, imperdoáveis. Obrigado, Alex.
Volta e meia sou questionado por mim mesmo e por amigos: "Qual o foco do "Se Espirrar, Saúde!", afinal? O “SEeS” é uma miscelânea, na verdade. A Saúde é o espírito da coisa, mas o corpo é diversificado. E acreditamos que essa derivação seja saudável e bem mais estimulante à leitura. Por favor, não deixem de nos apontar exageros, propôr temas novos, idéias novas e onde podemos melhorar sempre. O foco é um pouco diferente do que se vê em blogs, mas esse é justamente o nosso foco – lidar com a diferença.
Vamos em frente e...Se Espirrar, Saúde!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

KOTLER Que Se Cuide!

Um amigo me mandou essa foto por mail hoje. Segundo ele, está na parede de uma auto-elétrica em São Paulo (ou oficina, ou coisa que o valha). Tem cliente que tem o poder de virar do avesso qualquer fundamento proferido pelo Sr Philip Kotler. Que coisa surreal e maravilhoso arroubo de genialidade criativa trás essa mensagem. Eu lembro de quando eu ia com meu pai na oficina e, enquanto o mecânico ficava fuçando cuidadosa e cirurgicamente no motor, sempre tinha um tiozinho de nariz comprido do lado quebrando o silêncio: “é o giglê, podes crêr, o problema é o giglê, se não for a junta”.

Hoje, tudo via laptop, o processo em oficinas é eletrônico e departamentalizado – sumiram os tiozinhos (e o Giglê também). Mas cliente chato tem em todo o lugar e é à prova de qualquer tempo. Ainda que seja importante pra qualquer negócio, chato é chato. Mas essa placa...é ou não é um barato??

p.s - GIGLÊ (esse nome eu acho um charme): peça que fica na entrada do carburador dos carros e dá passagem/controla a entrada de combustível para o motor (achei isso na Internet, pois não entendo NADA de motores - dedico este post ao meu AMIGO e IRMÃO Zeca Petersen, habitué do "Se Espirrar" e mecânico de mão cheia).

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Fazendo Escolhas – parte 2

Enquanto continuava dirigindo na chuva, lembrei duma situação interessante: dia desses atendi uma ligação dum gringo – parei e liguei a tecla Sap (recurso mega instantâneo dos que dominam um pouco o idioma sem serem fluentes – o meu caso, mas estou tratando disso). Era de um banco de investimentos britânico, montando escritório em São Paulo e queria me vender aplicações financeiras! O cara de pau queria meu dinheiro e fazia aquilo pra me impressionar (ou me intimidar)! Depois de ouvir a ladainha, tasquei: Você não fala a minha língua? Ao que ele respondeu “Claro”. E depois de ter ouvido de mim “Cara, então me faça a sua venda no meu idioma, é mais educado”, encerrou-se ali nosso papo. Cada Maluco...

Essa ligação, digamos insólita, deu o que pensar sobre ESTAR ANTENADO pro mundo. Não dá pra deixar que uma certa miopía cotidiana nos roube a CURIOSIDADE. Coisas como saber o que é TWITTAR uma mensagem (tuit-o-quê??) ou que a AMAZON lançou o KINDLE (e que isso vai mudar o hábito de ler), ou que um cliente está fazendo inglês via web enquanto ouve Bob Siclar (como assim, nunca ouviu Bob Sinclar?).

Você acredita que é preciosismo da minha parte? Sem ofensa, ok? Mas talvez você pertença ao grupo que acha que Pós Graduação ainda é mais negócio do que falar inglês...Me poupe.
Qual a solução mágica pra tudo isso? Na real não tem, mas uma ótima iniciativa pode ser a de largar planilhas e projeções e xeretar um pouco o MUNDO. Ele vai dar as respostas. E hoje em dia, o MUNDO está logo ali, nem que seja no Dr. Google. Mas vá sem preconceito (Resiliência - lembra do outro artigo logo abaixo?) e ou divirta-se ou assuste-se, depende do que vai descobrir.