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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Tempo - antes aliado do que refém dele

Por Máximo Maia, São Paulo/BR



Ei você! É você mesmo. Por que tanta pressa? O que é tão importante que não pode parar um minuto para dedicar a você?
Com sua permissão, contarei uma breve história: Em uma empresa onde trabalhei, havia um colega que comentava todo feliz, não ter tempo para ir ao médico fazer o check-up que a empresa solicitava (importante e sob seu controle), pois tinha diversas atividades durante o dia, não só pessoais como também profissionais que lhe tomavam o dia inteiro. Pois bem, foi assim por vários anos, quando 02 anos atrás, recebi a notícia que esse colega foi levado as pressas para o hospital, pois enfartara (urgente, onde não tinha mais o que fazer a não ser depender dos médicos) dentro do escritório.
Agora você deve estar se perguntando o motivo da história? A resposta é simples e também o motivo da nossa conversa de hoje: Dedicamos a maior parte do nosso tempo a diversas atividades, que não nos permitem fazer tudo que gostaríamos e deixamos de cuidar de nós e de quem está ao nosso lado. Para refletirmos, vamos pensar juntos qual foi a última vez que sentamos com nossos filhos apenas para brincar, dizer eu te amo, ou perguntar como foi o dia dele? Qual a última vez que ligou ou pessoalmente esteve com seus pais, apenas para passear e lembrar dos velhos tempos? E junto ao seu cônjuge, qual foi a última vez que disse eu te amo?
Todos sabemos que um dos males do século atual é como ADMINISTRAR O TEMPO, conseguindo durante o dia fazer tudo que precisamos.
Pois bem, se você parou e leu o texto até agora, certamente chegou a conclusão que não tem tido muito tempo até mesmo para se divertir, e seu dia deveria ter no mínimo 36 ou 48hs, não é mesmo?
Pergunto: Realmente 24 horas é pouco tempo para fazermos tudo que precisamos? Será que não somos nós que assumimos compromissos além do que devíamos? Outro aspecto a considerar é que muitas das atividades que temos durante o dia são adaptáveis, ou seja, dependem exclusivamente de nos programarmos, ou mesmo aprendermos a dizer não.
Nós não administramos o tempo, o que podemos fazer é administrar as atividades diárias que interferem com o nosso tempo. Um dos métodos de administração do tempo que conheço é o conceito de tríade abordado por Christian Barbosa em seu livro “A Tríade do Tempo”. No livro (fica a dica de leitura) ele descreve os três pontos principais para administração do tempo que é dividir as nossas atividades em circunstanciais, urgentes e importantes.
Se resumirmos, podemos dizer que:
Importante: O significado da importância de uma tarefa ou atitude para a vida está ligada aos objetivos de longo prazo que temos, ou seja, aquilo que realmente contribuirá para modificar as nossas vidas.
Urgente: A Urgência tem todas as atividades na qual o tempo está curto ou acabou. São as atividades que chegam em cima da hora, que não podem ser previstas, mas que geralmente causam estresse.
CircunstancialCircunstanciais são os gastos de tempo de forma não útil, com tarefas feitas por comodidade ou por serem “socialmente” apropriadas. É a esfera das atividades que não nos leva a lugar algum, que não trazem resultados, apenas frustrações.
Exemplificando:
1.       Ir ao médico para fazer um check-up é uma atividade importante? Sim. É uma atividade que produz resultado (evita complicações), tem grande valor (vida), merece uma atenção especial e não exige pressa, tem tempo, mas não deve deixar de ser realizada.
2.       Ser internado com ataque cardíaco é urgente? Sim. É algo que deve ser feito com rapidez (aqui, risco de vida), algo imediato que exige atenção instantânea, não podemos deixar para amanhã.
3.       Por fim, receber um fornecedor, não agendado no lugar do seu gestor e não terminar suas atividades agendadas écircunstancial? Sim. Atividades circunstanciais são aquelas que você é levado a fazer em função de uma situação, condição, ambiente ou de outra pessoa – sem a sua vontade total.
Mas como fazer se todas elas estão presentes em nosso dia a dia? Não existe uma regra, o ideal é termos 70% de atividades importantes, 20% urgente e apenas 10% circunstanciais, mas isso nem sempre é possível, principalmente em um mundo corporativo. O que podemos fazer é nos organizarmos para atingir esses índices através de dicas simples e diretas que veremos abaixo.
Antes de abordarmos as dicas é importante lembrar que administrar o tempo - É adquirir o hábito de organizar-se para o dia-a-dia, portanto é comportamento E DEPENDERÁ EXCLUSIVAMENTE DE VOCÊ DEFINIR UM OBJETIVO A ALCANÇAR E A FORMA QUE FARÁ PARA ATINGIR.
Como fazer isso? Controle os desperdiçadores ou ladrões do tempo.


Nem sempre conseguiremos evitá-los, mas observem que a maioria deles está diretamente relacionados a nossas ações, portanto, evitá-los ou não depende de cada um de nós.
E não esqueça as dicas, pois elas ajudarão a administrar melhor o seu tempo.
Por fim, você conhece a expressão Tempo é dinheiro? Certamente você já ouviu falar dela, ou mesmo já a utilizou, certo? Essa expressão é atribuída ao físico Benjamin Franklin que chegou a ela depois de ler as obras do filósofo grego Teofrasto (200 trabalhos em 500 volumes) e teria mencionado a frase: tempo custa muito caro. Isso porque ele escrevia, em média, um livro a cada dois meses.
Isso é para dizer que dinheiro, podemos ganhar, depositar, poupar, reservar, emprestar aos outros, gastar, recuperar, aumentar, etc., já O tempo só pode ser gasto - tem um valor inestimável, mas altamente perecível, portanto, seja o dono da sua vida, se organize, planeje e não esqueça nunca de saber o que é prioridade.

Máximo Maia é Gerente de Treinamento da Biolab Sanus e com  mais de 20 anos como executivo, 08 anos como educador e palestrante. Larga experiência em treinamento e desenvolvimento, com foco em áreas comportamentais, motivacionais, técnicas de venda e negociação, gerência e liderança.

Bacharel em Administração de Empresas, pós-graduado em Marketing e Gestão de Negócios, Certificado em Metodologia VECA (ALBA Consultoria), Desenvolvimento de Coaches (ADIGO), analista em teoria DISC (HICON), Desenvolvimento de Líderes (ISE) e Indicadores da Eficácia dos Processos de Seleção e Treinamento (Assert RH).


terça-feira, 23 de abril de 2013

REPFARMA - Capacitar para Crescer


Capacitar-se é tornar-se habilitado pra desempenhar uma determinada atividade. Para qualquer atividade, a capacitação abre as portas pra que determinada pessoa seja exposta à oportunidades de trabalho, vagas as quais necessitam de pessoas de alto desempenho para ocupá-las.

Na indústria farmacêutica, existe uma profissão que não é “pop”, como um engenheiro, um advogado ou um chef de cozinha: A Propaganda Médica, atividade relativamente nova (legitimada pela CLT por meio da Lei 6224 de 1975), exercida por um profissional de vendas (Propagandista). O Propagandista é contratado por um laboratório farmacêutico e treinado para visitar médicos, com o objetivo e conquistar a preferência desses profissionais para que prescrevam seus medicamentos. A Propaganda Médica é uma atividade desenvolvida mundialmente, mas exercer essa atividade no Brasil é estar sob rigorosa regulamentação do Conselho Federal de Medicina, por meio da resolução CFM Nº 1.974/2011. A resolução estabelece limites éticos na relação entre a Indústria Farmacêutica e Médicos.

Para exercer a atividade de Propaganda Médica de forma produtiva e, da mesma forma, dentro da ética estabelecida pelo CFM, laboratórios investem cada vez mais em treinamento e desenvolvimento, buscando formar profissionais capazes de bem representá-los. O Propagandista precisa ter conhecimento técnico sobre fisiologia e farmacologia, para que possa transmitir informações para médicos, enfermeiros e outros profissionais ligados a área da saúde.  

O interesse pela atividade tem crescido de forma inversamente proporcional ao número de vagas disponíveis no mercado. Voltamos então ao início do nosso tema: capacitação. E quando a demanda por gente capacitada encontra, na outra ponta um afunilamento de vagas, surge a necessidade da diferenciação – o candidato a Propagandista que busca conhecimentos sobre a atividade ANTES de ser avaliado e contratado, pode aumentar sua empregabilidade. É a sobrevivência do mais capaz.

André Reis, idealizador da REPFARMA
E quem primeiro percebeu a oportunidade de capacitar pessoas por meio de cursos livres para serem promotores na área da Saúde foi a REPFARMA. Iniciada em 2010, a REPFARMA surgiu por iniciativa de seu proprietário, André Reis. A empresa é líder no segmento de ensino com foco no treinamento de Propagandistas. Segundo André, a REPFARMA age como uma facilitadora no ingresso de pessoas que desejam entrar no segmento.  Só em 2012, a empresa, com sede no Rio de Janeiro, já formou mais de 400 alunos e em 2013 estende sua bem sucedida operação para os estados de São Paulo e Minas Gerais. 

A área da saúde no Brasil precisa de capacitação e desenvolvimento em diversas frentes. Fornecer para o mercado pessoas mais preparadas para a função de Propaganda Médica é um passo adiante, num segmento de grande responsabilidade entre os envolvidos. As empresas farmacêuticas oferecem as melhores oportunidades aos que buscam ficar acima da média. A REPFARMA trabalha incessantemente para elevar essa média.

Para saber mais detalhes sobre a REPFARMA, clique aqui

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Buscar emprego - ATITUDE vale mais que a palavra


Se colocar no mercado de trabalho nos dias de hoje significa mostrar o que você é capaz de fazer pra quem interessar possa. É óbvio? Claro. O detalhe aqui é saber mostrar. Antigamente uma boa entrevista e uma boa indicação eram 80% do caminho andado. Hoje, você precisa provar o que sabe fazer. Atitudes, ações, testemunhos francos, aval por meio de realizações e conquistas que trouxeram ganho comprovado para a sua última empresa, por exemplo. Aí sim você começa a justificar pra quem interessar possa, a que veio.

E é comum não lembrar de um fator importante: a concorrência. Basta alguém que saiba fazer tudo isso supostamente melhor que você e aí a coisa fica mais desafiadora. Não estou aqui jogando balde de água fria. Mas não dá pra procurar emprego hoje começando apenas pelos métodos tradicionais e sem olhar pra concorrência.  Pra provar o que digo, dou um exemplo: Philippe Dubost, Gerente de Produtos no Mercado de Web. Ele seria apenas mais um job seeker, se não fosse por uma atitude apenas.

O estratégico Philippe criou uma página na web, cópia do Amazon.com pra se vender como se fosse um produto. Com direito à opinião de “compradores satisfeitos" (cinco estrelas) e “insatisfeitos” (uma estrela). Por achar que curriculuns normalmente não são divertidos (nem pra quem o escreve e nem pra quem o lê), resolveu apostar nisso pra se destacar. Investiu dois dias na criação do site que rapidamente virou notícia. Segundo ele, após o “curriculum” se espalhar com um viral, recebeu 100 mails com propostas de supostos empregadores.

Veja abaixo a atitude de Philippe. Fala por si só. E visite o site dele: (aqui)
fonte: Época Negócios

quarta-feira, 21 de março de 2012

Coaching SIM, Exorcismo NÃO

Imagine poder entrevistar (e filmar) dez especialistas em gestão de pessoas, com a pergunta “quais são os principais desafios em gestão de pessoas hoje em dia?”. Agora misture os depoimentos numa ilha de edição, tipo um mosaico em vídeo. O resultado? Um desfile de coisas como “reter talentos”, “conhecimento”, “motivação” “treinamento”, “reconhecimento”,     “liderança” e “competências (esqueci alguma coisa? talvez).
Enquanto isso, o “x” da questão continua refém das mazelas diárias de uma empresa. A rotina se revela um tal de planejar o futuro e realizar o presente. Mas o “x” tá lá: afinal como as pessoas se tornam gerentes de outras pessoas? Ainda se promove gente porque trouxe bons resultados, bateu meta, tem motivação. Errado? Claro que não. Justo? Depende. E depende mesmo. Cresci ouvindo que um Gerente não nasce pronto. Tem que “ralar peito” no dia a dia, tentativa e erro, até entender seu papel. “O cara” tem que ser modelo pra equipe, ensinando o grupo a reproduzir os resultados que trazia pra empresa quando era Vendedor. Como se fosse uma questão de virar a chave e puf!, se fez um Gerente motivado, esforçado. A equipe é sua antiga equipe, então na camaradagem vai dar conta do recado, afinal tem experiência e resultados pra mostrar. Falo por mim, pois sou fruto dessa cultura – hoje enxergo as cabeçadas que dei nos primeiros cinco anos como Gerente. Lembro que, quando fui promovido, no jantar de comemoração, olhava aquela gente toda e pensava baixinho: “esses caras estão loucos, não estou pronto pra isso!”.
Só que na ponta existe um grupo de “novatos” inclementes. Gente bem menos afeita à escola do “aqui mando eu” e que muda de emprego como quem muda de camisa. Estão dispostos a seguir um líder que realmente desafie a equipe com propostas simples, planos de ação coerentes e metas claras. Que saiba reconhecer virtudes e ajude a superar defeitos, delegando responsabilidades. E que tenha maturidade pra enxergar os próprios defeitos como ferramentas risonhas de aprendizado pra si e para a equipe. Só que o nosso Gerente não se não se sente bem dessa forma, porque não pediu pra estar lá. Passou o ano fazendo curso de liderança disso e daquilo. Até um Coach contrataram pra ver se “endireitava”. Ele fazia tão bem aquilo que sabia fazer e hoje não consegue fazer com que a equipe repita os resultados que ele entregava. O desfecho a seguir é uma equipe com duas vagas – um bom vendedor desperdiçado e um péssimo gerente demitido.  

O artigo de Jaqueline Weigel (diretora da Weigel Coaching Associados - para ler, clique aqui) aborda o tema mostrando como o Coaching pode auxiliar na solução de um problema velho que só tem cara de novo. O profissional de Coaching pode ajudar a reparar erros como o caso acima, usando técnicas e ferramentas pra que o Gerente se descubra e assim encontre a melhor forma de influenciar sua equipe. Concordo com Jaqueline e digo mais: jamais confunda, por gentileza, o Coach com um Exorcista – tem empresa que contrata o Coach como último recurso, na bacia das almas, como se o cara já entrasse na sala de reuniões de crucifixo em punho, bradando “xô Incompetência, deixa o corpo desse Gerente que não te pertence!”.
Enquanto o problema “de raiz” continuar, seguiremos andando em círculos, buscando a salvação onde não há salvação e as empresas, perdendo dinheiro e gente. Já venceu o prazo para revermos a forma como escolhemos pessoas e as colocamos na fogueira. Você Gerente Sênior, pense nisso com carinho. Pense já e faça a coisa certa desde o início. Pare de confundir promoção com punição - os verbetes tem diferenças sutis na escrita mas bizarras na atitude - depois, não vai adiantar nada transferir o “mico” pro Coach
fonte: administradores.com

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O Emprego do Futuro

Nos meus tempos de executivo de multinacional, nunca parei pra pensar em como seria o emprego no futuro, de forma estruturada. Um executivo tem a estrutura mental focada no mês seguinte, ação e reação. Mas o emprego do futuro existe e vem sendo construído por mudanças e atitudes estruturais das próprias empresa.

De Masi
"Se trabalho fosse positivo,
no Paraiso se trabalharia."
Viver o ambiente corporativo não vai ser mais a prioridade. As pessoas vão focar menos as empresas, deixar o emprego e passar a prestar serviços, por empreitada. Ainda que não seja o mais comum, isso já é fato. O emprego do futuro também depende de se ter redes sociais consistentes e duradouras pra servirem de suporte – como na vida real, bons profissionais caem “na boca da rede” rapidinho. Como as web companies vão comprando umas às outras, somente as redes com finalidade clara ficarão. E uma rede que se preze está no ar 24 horas por dia - as interações não terão mais horário específico em função dos fusos – com isso, vai indo pro ralo o conceito de carga horária e horário fixo. Vai ser cada vez mais raro uma empresa onde os ex-funcionários (e agora freelancers) entram as 8hs e saem as 17hs – os poucos que frequentarem a empresa, claro. E já que o sujeito vai ser mesmo o dono do nariz (e das contas) dele, o trabalho tem que ser envolvente, apaixonante e jamais atrapalhar as horas de lazer e prazer – esse fator vai ser determinante na escolha dos projetos. Lynda Gratton, professora da London Business School e autora de livros e estudos sobre o futuro do emprego no mundo, afirma que é da pessoa a responsabilidade por criar valor para seu próprio trabalho – esse diferencial vai definir os melhores profissionais para os melhores projetos. Taí a chave para as transformações que virão.
Como tudo tem o lado negro da força, esse “novo emprego” vai exigir que as pessoas definitivamente assumam o controle – não vai ter mais nenhum ombro por perto pra por a culpa se o faturamento do mês não vier e as contas são o patrão mais severo, sempre. Rodolfo Araújo, colunista de VOCÊ S/A, comenta uma pesquisa onde dois grupos distintos tinham que dar valor ás ações de duas empresas distintas mediante análise do relatório de desempenho de cada uma – cada grupo recebeu o relatório de apenas uma empresa. Pois a empresa que atribuía o próprio fracasso à ações equivocadas e estratégias mal formuladas foi a mais valorada. À empresa que botou a culpa em fatores externos e alheios à própria vontade (economia, concorrência, se estava chovendo, fazendo sol...), recebeu valor menor por ação. Não vejo como possa ser diferente com pessoas – gente que assume erros e trata de resolvê-los, vale sempre mais. Antes que eu esqueça, uma boa notícia - OS CHEFES DE HOJE VÃO SUMIR DO MAPA. A hierarquia terá que ser bem mais flexível e colaborativa, ou não vai conseguir acompanhar a dinâmica do trabalho globalizado. Resta resolver o eterno dilema – você sabe o que vai fazer aos 50 anos? E aos 60? A expectativa média de vida é de 73 anos e subindo. Então quem não nasceu em berço dourado, precisa pensar nisso urgente.

No final das contas, parece que "o basquete" nunca foi instríseco ao ser humano. Domênico Demasi, no livro "O Ócio Criativo", observa que "Tenha o Paraíso sido criado por Deus, tenha sido inventado pelos homens, se o trabalho fosse um valor positivo, no Paraíso se trabalharia". Parece que esse é um ponto comum entre as religiões. Se "emprego" é uma palavra em extinção, o que vier vai depender da nossa capacidade de adaptação. Que venha então.
fonte: Revista Você S/A 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Ano novo, TRABALHO NOVO!

Flávia Muraro 
Diretora da Movere Consultoria
Flávia Muraro é Consultora nas áreas de Treinamento e Desenvolvimento de Pessoas. É Diretora da Movere Consultoria, especializada em preparar talentos para construir resultados, além de publicar artigos periódicos na VOCÊ S/A. A seguir, ela nos aponta dicas importantíssimas sobre como construir as próprias perspectivas, num mercado agitado e cheio de oportunidades para esse ano:
Começou o ano sem emprego? Será essa uma boa época para procurar trabalho? É comum que quem está em busca de um novo emprego, se queixe de que nessa época do ano nada acontece. A cidade está vazia e grande parte dos profissionais contratantes está em férias. Por outro lado, é também em janeiro que ocorre um grande número de contratações. As empresas agora precisam começar a executar todo o planejamento realizado nos últimos meses do ano e para isso, devem estar com seus quadros completos. De qualquer modo, não temos o poder de influenciar essa questão. Ela está relacionada ao mercado. São fatores externos e não podemos controlá-los. O que está em nossas mãos é o nosso preparo para assim que surgir a oportunidade estar pronto para encará-la!
Em um momento como esse, ao invés de mergulhar de cabeça na TV e nas redes sociais ou se jogar no sofá o dia todo, que tal investir seu tempo no que realmente importa? Se você não teve a oportunidade de passar por um processo de outplacement patrocinado pelo seu ex-empregador, que tal fazê-lo por sua conta? Em primeiro lugar, defina sua opção de carreira. É mesmo um novo emprego? Outras opções incluem prestar serviços de consultoria, investir no negócio próprio ou carreira acadêmica. Lembro que as chances de sucesso são maiores se você atuar na área que conhece e na qual tem expertise.
Feita a opção, o próximo passo é ir ao mercado e mostrar a ele suas qualificações e aptidões. Ir ao mercado significa fazer com que seu preparo encontre as oportunidades que ele oferece. Alguns chamam isso de sorte, porém, na minha opinião sorte é outra coisa. Mas isso é assunto para outro artigo. É importante se cadastrar nos sites de empresas idôneas de hunting, porém não devemos nos limitar a elas. Mais de 80% das contratações são feitas por meio de sua rede de contatos. Então, mãos à obra! Aproveite que a cidade está mais calma e marque encontros com seus amigos que não estão viajando. Obviamente a receptividade deles será maior se você já os procurava quando estava empregado.
Vale também aproveitar o tempo mais livre para estudar e se atualizar na sua área de atuação. Justamente aquilo que você nem sempre fazia por falta de tempo, lembra? Atualmente, um terço dos contratos de trabalho com carteira assinada é encerrado por iniciativa do empregador. Em levantamento feito pelo Dieese, mais de 40% dos desligamentos são feitos quando o funcionário tem menos de 6 meses de casa. O tempo de permanência no emprego também mostra tendência de queda. Em 2000 essa média era de cinco anos e meio contra apenas cinco anos em 2009. Que conclusões podemos tirar desse cenário? Estando empregado ou não é sempre importante estarmos preparados para buscar novas oportunidades.
Feliz 2011 para todos!
para contatos com Flávia Muraro: Flavia@movereconsultoria.com.br

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Redes Sociais - A Exposição pode lhe custar um Empregão

A consultoria Nielsen andou investigando hábitos de uso de redes sociais e detectou que 86% dos brasileiros usuários de internet transita em redes sociais e blogs. Só pra se ter uma idéia, os brasileiros somam 20% dos usuários do Twitter do mundo, não é pouca coisa. Pois uma coisa puxa a outra. A Robert Half, uma das maiores e mais respeitadas empresas de recrutamento e seleção em âmbito mundial realizou pesquisa com cerca de 2.800 executivos contratantes de diversos países. O Brasil lidera o ranking dos países cujas empresas,  no momento de uma contratação, pesquisam redes sociais para conhecer melhor os candidatos – 21% delas. Já no outro extremo, estão Bélgica e República Tcheca, com menos de 5%.
Dá pra entender a dimensão disso pra quem busca um espaço no mercado de trabalho? Pelo que tenho visto, infelizmente não. É só dar uma fuçada em algumas dezenas de perfis em redes como Facebook e Orkut, pra notarmos os absurdos que as pessoas colocam lá, depondo contra o próprio patrimônio. Hoje, aderir a comunidades como “eu odeio isso ou aquilo”, “durmo no emprego” e essas bobagens, já virou lugar comum,  a coisa é mais complexa que isso. A exposição inadequada pode assumir um caráter muito mais sutil e perverso: fotos estranhas ou inadequadas, excesso de intimidade, frases e textos mal escritos, diálogos sem fundamento ou com duplo sentido, tudo isso é “dar milho pro bode” fácil, fácil.  Vejo amigos meus, gente comum, distinta, dando um mole danado na frente do teclado, sem o menor sentido. E as redes estão se conversando, o que deixa tudo mais emocionante – hoje, se você está cadastrado no facebook, seu perfil é acessível no plaxo, por exemplo, basta clicar em um link. Aquela coisa de ter um perfil comportadinho numa rede e deixar rolar na outra, já foi - uma hora, a máscara cai.
Não fiz parte da pesquisa da Robert Half, mas certamente faço parte da extrapolação da amostra: para conhecer o candidato, mais que Currículum e bate papo, viajo mesmo nas redes pra saber quem é a pessoa. Se você é contratante ou candidato, faça o teste e navegue em perfis aleatórios – você vai tomar um susto. Sou a favor de redes sociais, estou em várias delas e pra mim é claro como respirar que esse é o futuro, a morte dos e-mails. Mas o primeiro mandamento pra usar isso de forma saudável e produtiva é entender a diferença entre a atitude virtual e a atitude real. No mundo real, o que você faz ou diz, uma, duas, talvez dez pessoas vejam e, com o tempo, esqueçam. Na web, nossos movimentos e atitude deixam uma marca, um rastro acessado por milhares de pessoas. E o que está lá, fica. Se Espirrar, Saúde!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Resiliência - sutil diferença entre Energia e Força

Imagine você tendo um devaneio, um insight daqueles! Seu chefe pede para você e seu colega pensarem num plano estruturado para ajudá-lo a resolver um buraco grande no fechamento do budget da equipe e você está apaixonadamente descrevendo a idéia para o seu parceiro. Nesse momento você é chamado pra uma reunião rápida e, quando volta, presencia seu parceiro (cara de pau) apresentando entusiasmadamente a idéia que “ele e você” tiveram para o Presidente da empresa e seu chefe no cafezinho, como se ele tivesse sido o gênio criativo e você o coadjuvante. Você elegantemente o apóia e comemora o feito, se refaz do baque e começa a arquitetar a melhor forma de capitalizar esta perda a seu favor, já premeditando o próximo lance.

Va lá, não sei se o exemplo é lá essas coisas, mas qualquer colega de pavio curto chamaria a isso de “coração mole”, “permissivo”, “excesso de elegância”, “indulgente”. Calma, nem tudo está perdido.

A psicologia chamaria de Resiliente – na física, é, portanto, a capacidade de um material voltar ao seu estado normal depois de ter sofrido pressão.. Um bom exemplo é a vara de salto – verga ao seu limite máximo, não quebra e volta com força total.

No dia a dia, é o quanto a gente consegue lidar com as coisas, superar obstáculos ou resistir à pressão sem surtarmos. Mas um cara chamado Job (2003) foi mais fundo e estudou Resiliência ligada à capacidade de tomar decisões considerando a pressão de um ambiente tenso e à busca por um resultado importante (acho que ele não surtou). Outro camarada chamado George Souza Barbosa (Barbosa, 2006), entende a resiliência como um cruzamento de cinco fatores a serem cultivados:

Administração das Emoções – É não se desgastar gratuitamente. Isso ajuda a cultivar vínculos.

Controle dos Impulsos – É não exacerbar na intensidade das emoções.

Empatia e Otimismo – É agir entusiasmadamente, compreendendo as demais pessoas, ajuda melhorar o ambiente e a atrair pessoas que também pensam de forma positiva e contributiva.

A Auto Eficácia – É a convicção ou a crença que alguém tem de que resolverá seus próprios problemas por meio dos recursos que encontra em si mesmo e no ambiente.

Alcançar Pessoas - A pessoa tem que ser capaz de viabilizar a formação de fortes redes de apoio.

Ser resiliente é um excercício onde, antes de tudo precisa haver balance entre amor próprio e humildade...Tema legal esse não? E, Se Espirrar, Saúde!