Tem gente falando seriamente no retorno da CPMF. Pra quem já está há muito tempo fora do Brasil ou nunca esteve por dentro, a sigla é o nome de um imposto criado basicamente para custeio da saúde e da previdência social no Brasil (e cujo foco, deturpado ao longo do tempo, fez o recurso migrar pra outras finalidades) – em suma, virou um achaque de 0,38% sobre operações financeiras, que entrou em vigor em 1997 e durou 10 anos - o famoso imposto sobre o cheque (direto no nosso bolso). Só um detalhe: deve fazer uns...três meses que eu não passo uma folha de cheque. Esses dias, perdi meu talão (aquilo que não se usa, atrofia). Consternado, fui ao banco e cancelei aquelas folhas, passei no caixa eletrônico e retirei outras avulsas – 2 reais por folha, sendo que só se retira um mínimo de 12, outro achaque. Ok, saí reclamando, mas resignado. Moral da história – uma semana depois, achei meu antigo talão (agora, inútil) em uma gaveta. E passadas mais outras 2 semanas, não tinha sequer usado uma folha das avulsas. Não se usa mais cheque. Antigamente, um taxista ainda trocava o seu cheque no posto de gasolina pagando mais que o preço normal pelo litro de combustível e, nessa barganha, se livrar dele (o posto atuava como uma espécie de factoring disfarçada e bem cara). Experimente, hoje em dia, passar um cheque a um taxista mais exaltado - você vai ver o lado negro da força...Como o uso dos cheques está minguando, o assalto certamente vai vir pelo cartão de saque, mas já estou preparado. Não uso mais cartão de saque, na verdade estou encerrando relações com meu banco. Comprei um colchão Castor com gavetinha estofada, discretamente instalada abaixo da cama “Box”. Quero ver se o governo vai mandar a Castor, a Ortobom ou a Probel colocar um chip rastreador e a prova de naftalina para xeretar meus trocados.
fonte: Wikipédia

