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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Doença de Parkinson - Lições de Vida 2

Forma simples de explicar o Parkinson - doença que se caracteriza pela progressiva limitação dos movimentos. Sem mais nem porquê, os neurônios vão morrendo (e levam com eles a dopamina, um neuro-transmissor cujo papel principal é o controle do movimento, motivação e cognição).

Atinge pessoas entre 35 e 85 anos, mas tem seu pico entre os 50 a 60 anos. Segundo a Dra. Carmen Cavada (presidente da Sociedade Espanhola de Neurociência), a doença é diagnosticada quando já houve morte de mais de 50% dos neurônios e o cérebro já perdeu entre 60% e 70% de dopamina. Por isso, uma comissão gerenciada pelo Doutor José Ángel Obeso, diretor do Laboratório de Transtornos do Movimento do Centro de Pesquisa Médica Aplicada da Universidade de Navarra/Espanha, tenta desenvolver um modelo que permita estudar o Mal de Parkinson ANTES do aparecimento dos sintomas – chegando antes, talvez se possa ter melhores resultados no tratamento.
A pessoa com Parkinson normalmente apresenta tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio e alterações na fala/escrita. Este estado comumente leva o doente à ansiedade e à depressão. Pequenas atividades diárias como escovar os dentes, tomarum banho ou caminhar tornam-se verdadeiros desafios. Parkinson não mata, mas por ser progressiva e fragilizante por anos a fio, leva a outras doenças como a pneumonia, por exemplo. Tudo isso vai tornando a vida do parksoniano cada vez mais desafiadora.
A verdade é que muito é pesquisado, mas pouco se sabe ainda sobre como ele surge, assim como permanece incurável. Não existem evidências de que seja hereditário e a evolução da doença corre de acordo com cada paciente. Também não existe ainda nenhum teste específico para fazer o diagnóstico da doença de Parkinson, nem para a sua prevenção. Um fato importante é que o Parkinson não afeta a memória ou a capacidade intelectual do paciente e o seu agravamento faz com que a pessoa se torne cada vez mais dependente de seus familiares e responsáveis. E é aí que muitas vezes a coisa pega – a lentidão dos movimentos muitas vezes é folcloricamente atribuída à “velhice” ou “caduquice”. Nada mais inadequado e injusto.
A doença de Parkinson foi descrita pela primeira vez em 1817, pelo médico inglês James Parkinson. Ainda há muito esforço a ser feito para entender a doença.
Personalidades que foram ou são portadoras da Doença de Parkinson: Muhammad Ali, pugilista americano, Salvador Dalí, pintor espanhol; Michael J. Fox, ator canadense; Francisco Franco, ditador fascista da Espanha; Katharine Hepburn, atriz americana; Adolf Hitler, ditador nazista (presumivelmente um parksoniano); Papa João Paulo II; Ozzy Osbourne, músico inglês; Paulo José, ator e diretor brasileiro.
fontes:
Associação Brasil Parkinson - http://www.parkinson.org.br/explorer/index.html
Parkinson Online - http://www.parkinson.med.br/
Wikipedia, a enciclopédia livre.
Agência Efe - 14/12/2009

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Doença do Parkinson – Lições de Vida 1

Estava lendo sobre o lançamento no Brasil de “Um Otimista Incorrigível, auto-biografia do ator Michael J. Fox (trilogia “De Volta pro Futuro) – voltei no tempo, de quando tive muito próximo da Doença de Parkinson, trabalhando com Prolopa (L-dopa - principal medicamento no tratamento dessa doença), lá se vão 10 anos. Um dia meu chefe me pediu uma idéia para uma matéria sobre a doença e que causasse forte impacto. Queria uma matéria de capa, para veicular em nossa revista para clientes. Meio inconseqüente e, talvez, porque morava no Rio de Janeiro, tasquei “porque não entrevistar o Paulo José??” Morri pela boca – feitos alguns contatos, lá fui eu bater na casa do ator e diretor gaúcho, um dos mais renomados da história da TV Brasileira (e um famoso parkinsoniano) – “perguntar pra ele o quê? dizer pra ele o quê?”. Quem abriu a porta foi a Bel (hoje, Bel Kutner, quando eu ia imaginar?), sorriso lindo e acolhedor. Não foi um encontro, foi pra mim uma revelação, uma hora e meia de aprendizado sobre otimismo, autoconfiança e conhecimento (cacete, era o Paulo José, em carne, osso e ser humano! Meu herói desde os tempos de Chazan e Xerife!). Precisei perguntar pouco e falar menos ainda. Ele sabia tudo e dividia tudo - as descobertas, as derrotas, o amor pelo trabalho, a opinião dos médicos, o carinho das filhas e a motivação. Ali, naquele fio de tempo, eram dois gaúchos flertando idéias, sentados naquela cobertura ventosa do Leblon. - “Naquele toldo amarelo, veja. A Eva é uma guerreira, junto com o Zara o tempo todo, muito companheira”, me apontava a janela do apartamento da Eva Wilma, uns metros a frente, referindo-se ao ator Carlos Zara, portador de polineurite na época.
Saí de lá zonzo e acho que nunca mais me curei daquele dia. Por isso admiro o que gente como Michael J. Fox tem feito pela doença de Parkinson; é inegável. Há 10 anos aprendi e posso garantir que já tínhamos nosso Otimista Incorrigível aqui no Brasil, bem debaixo dos nossos olhos. Vida longa ao Paulo José, saúde!
p.s - no próximo post, mais detalhes sobre a Doença de Parkinson.
fonte: Wikipedia, a enciclopédia livre.