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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Ranking de Prosperidade


Venezuela e Finlândia
"quase" iguais
O que nos empurra é o otimismo
O Gallup, famoso instituto de pesquisa, publicou um estudo onde procura medir o sentimento de prosperidade da população de 155 países pesquisados desde 2005, o Gallup® Global Wellbeing. O estudo busca saber quanto por cento das populações destes países se considera “prosperando”, “batalhando” ou “sofrendo” (metodologia utilizada: Cantril Self-Anchoring Striving Scale - busca mensurar diversos aspectos do bem estar, cruzando informações tais como se a população está sorrindo, se é tratada com respeito, preocupações, aprendizado e até stress e dor física).

Pra variar, os quatro primeiros países do ranking onde o pessoal mais se sente prosperando foram Dinamarca (79%), Suécia, Canadá (69% cada) e Austrália (65%). E na lanterna da lista, também sem surpresas, ficam os países africanos: Togo (1%), Burundi e Comoros (2% cada). No caso da África, se percebe algum sinal de otimismo na Libéria onde 90% dos pesquisados se sentem “batalhando”. A surpresa é a América Latina, melhor continente classificado (média geral de 42%), sendo que a aberração latino americana ficou por conta da Venezuela. O berço de Hugo Chavez aparece com 65% de sentimento de prosperidade, empatado com a Finlândia (?!). O otimismo Venezuelano merece destaque – num outro ranking, mais famoso, o IDH, a Finlândia figura em 24º lugar, enquanto o “Paraíso Chavista” aparece em 73º. O Brasil tá bem na fita, com 58% de percepção de prosperidade e junto com países como Canadá, Estados Unidos e Costa Rica (líder do ranking Latino Americano). O otimismo brasileiro não deve nada aos hermanos venezuelanos: no IDH, ficamos em 83º e, segundo o IBGE, temos mais de 16 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha de pobreza (com menos de 70 reais por mês), o que equivale a cerca de 8,5% da população. Ainda assim apenas 2% dos pesquisados brasileiros se consideram “sofrendo”. Vai ser otimista assim....
fontes: Gallup® Global Wellbeing, blog Tijolaço, wikipedia, IBGE website

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Doença do Parkinson – Lições de Vida 1

Estava lendo sobre o lançamento no Brasil de “Um Otimista Incorrigível, auto-biografia do ator Michael J. Fox (trilogia “De Volta pro Futuro) – voltei no tempo, de quando tive muito próximo da Doença de Parkinson, trabalhando com Prolopa (L-dopa - principal medicamento no tratamento dessa doença), lá se vão 10 anos. Um dia meu chefe me pediu uma idéia para uma matéria sobre a doença e que causasse forte impacto. Queria uma matéria de capa, para veicular em nossa revista para clientes. Meio inconseqüente e, talvez, porque morava no Rio de Janeiro, tasquei “porque não entrevistar o Paulo José??” Morri pela boca – feitos alguns contatos, lá fui eu bater na casa do ator e diretor gaúcho, um dos mais renomados da história da TV Brasileira (e um famoso parkinsoniano) – “perguntar pra ele o quê? dizer pra ele o quê?”. Quem abriu a porta foi a Bel (hoje, Bel Kutner, quando eu ia imaginar?), sorriso lindo e acolhedor. Não foi um encontro, foi pra mim uma revelação, uma hora e meia de aprendizado sobre otimismo, autoconfiança e conhecimento (cacete, era o Paulo José, em carne, osso e ser humano! Meu herói desde os tempos de Chazan e Xerife!). Precisei perguntar pouco e falar menos ainda. Ele sabia tudo e dividia tudo - as descobertas, as derrotas, o amor pelo trabalho, a opinião dos médicos, o carinho das filhas e a motivação. Ali, naquele fio de tempo, eram dois gaúchos flertando idéias, sentados naquela cobertura ventosa do Leblon. - “Naquele toldo amarelo, veja. A Eva é uma guerreira, junto com o Zara o tempo todo, muito companheira”, me apontava a janela do apartamento da Eva Wilma, uns metros a frente, referindo-se ao ator Carlos Zara, portador de polineurite na época.
Saí de lá zonzo e acho que nunca mais me curei daquele dia. Por isso admiro o que gente como Michael J. Fox tem feito pela doença de Parkinson; é inegável. Há 10 anos aprendi e posso garantir que já tínhamos nosso Otimista Incorrigível aqui no Brasil, bem debaixo dos nossos olhos. Vida longa ao Paulo José, saúde!
p.s - no próximo post, mais detalhes sobre a Doença de Parkinson.
fonte: Wikipedia, a enciclopédia livre.