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sábado, 10 de novembro de 2012

Medo de Avião - ajudando um amigo


Um grande amigo meu tem um pânico absurdo de voar em aviões e me pediu que dirigisse algumas palavras por escrito para que ele lesse e se sentisse mais calmo. Mandei esse mail pra ele. Será que ajudei?

“Prezado amigo,
Quero te tranquilizar quanto à tua vinda de avião. E pra isso, lanço mão de estatísticas com relação a sustos aéreos - apontam que qualquer ocorrência é muito rara. Ok, devo concordar que no Brasil temos sido acometidos por algumas catástrofes, como o vôo da TAM (2 vezes, um deles saindo de Porto Alegre), o Boeing da Gol (que achou um jatinho pelo caminho – coisa de barbeiro, culpa do jatinho). Apesar desses absurdos distorcerem as estatísticas brazucas, tudo isso não reflete a realidade do dia a dia, não mesmo. Voar ainda é o meio mais seguro. Isso porque tudo dentro de um avião é duplicado ou triplicado. É como se cada carro tivesse: 6 pares de pneus, 3 baterias, 6 pares de amortecedores, 3 direções, 12 luzes de freio...infelizmente, às vezes (pra não dizer raramente), o despreparo da tripulação é QUADRUPLICADO, infelizmente. Aí fica difícil (voo Rio/Paris, da Air France, 2009). E não é porque são mais ou menos capazes, não vai aí nenhum demérito, muito pelo contrário: é que ser humano é um bicho que falha, só isso. Nesses casos, nem a perfeição da máquina salva, SÓ DEUS (mas nesse dia, Deus - que é onipresente mas não é polvo - estava envolvido com a solução de algum conflito no Oriente Médio). Por isso, um conselho: REZE SEMPRE durante um voo. Mesmo num voo tranquilo, nunca se desperdiça uma reza. Faz bem a alma e aí fica tudo em paz.

Mas voltando as estatísticas, fique absolutamente TRANQUILO, veja: desde 1918, Na história da aviação mundial, ocorreram 17.369 acidentes – incluindo jatos a aeronaves convencionais, de vôos comercias a militares, de aviões de passageiros a de carga. Ao todo, 121.870 pessoas morreram e 93.624 ficaram feridas. Em apenas 5,95% dos casos o mau tempo foi considerado a causa principal do acidente. A maioria foi causada por erro humano: 67,57%. Falhas técnicas responderam por 20,72%. Os número mostram então que você deve sempre desconfiar do seu piloto – por regra, olhe torto pra ele quando entrar no avião e reze pro SANTO DELE (bem mais que pro seu).

De acordo com os registros da Fundação de Segurança de Voo, nos últimos anos, raios derrubaram aviões 15 vezes – e na maioria delas eram aeronaves de pequeno porte. A turbulência, outra possível causa do acidente, esteve envolvida em 73 acidentes – o último em 2005, com uma aeronave pequena; com um jato de passageiros, em 1998, um Boeing 707, um avião guerreiro, mas já bastante obsoleto. Tempestades derrubaram aviões 20 vezes – a última, um jato de passageiros da Tupolev, em 2006 (os Tupolev nunca foram lá muito confiáveis mesmo...). Já um Airbus nunca foi derrubado nem por raios, nem por turbulência, nem por tempestades, segundo apontam as estatísticas. Não achei dados sobre BOEINGs...será que estão escondendo d’agente?? Não creio. Mas um dado que achei curioso é o momento em que as falhas acontecem. Mas, repito, fique tranquilo. Pequenas falhas são sempre possíveis, ainda que remotas. Veja esse curioso quadro:

      
No caso do pouso, o mais comum é um trem de pouso preguiçoso ou coisa assim, coisa pouca. Esses dias mesmo, um mastodonte de um DC10 ficou encalhado no aeroporto de Campinas (São Paulo, Brasil), mas sem maiores conseqüências, apenas o fechamento da pista. Deu muita dor de cabeça a mais de 25 mil passageiros prejudicados pelo cancelamento de seus vôos, mas foi só.

Bem, pra te dar força, resolvi tocar no assunto abertamente, encarar o problema sem filtros, para você exorcizar o medo e vir TRANQUILO. Separei até uma fotos (ao lado) e um videoclipe do Belchior (abaixo) pra ajudar. Espero que você goste. Um forte abraço, aperte os cintos e...

Em caso de despressurização, máscaras individuais cairão automaticamente dos paineis acima de seus lugares. Neste momento, puxe a máscara mais próxima para liberar o oxigênio, aplique-a sobre o nariz e a boca, ajuste o elástico a volta da cabeça e respire normalmente. Passageiros viajando com crianças ou alguém que necessite de ajuda, lembramos que deverão colocar suas máscaras primeiro para em seguida auxiliá-los. Lembramos que o assento da sua poltrona é flutuante....

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Azul e Trip juntam operações

Mais uma grande empresa aérea vem aí para fazer frente à TAM e GOL

As companhias aéreas brasileiras AZUL e TRIP anunciam fusão de operações entre as duas empresas. Azul hoje tem quase 10% do mercado brasileiro, enquanto que a Trip participa com 4,1%. Dizem as boas os más línguas que a companhia do empresário amerciano David Neelemann será majoritária na fusão, ficando com cerca de 70 a 80% das ações. Além de Neeleman, participam da Azul os grupos Gávea e TPG. A Trip tem como acionistas as companhias de ônibus Caprioli, Águia Branca e a empresa aérea americana SkyWest (20% da participação acionária). Ambas as empresas possuem, em suas frotas jatos da Embraer e os turboélices ATR.
Com a fusão, a nova empresa se consolida na 3ª posição do mercado de aviação civil brasileiro, colocação essa ocupada hoje apenas pela AZUL, porém com bem menos músculos. Juntas, TRIP e AZUL responderão por quase 15% do mercado total. Os detalhes financeiros do negócio e a questão de concentração de mercado ainda precisam ser analisados pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), que dará a benção final.  
Atualmente, TAM e GOL, são líderes absolutas com 38,2% e 34,4% de participação de mercado respectivamente. O movimento entre Azul e Trip ocorre quase um ano após a TRIP ter assinado uma carta de venda de 31% de suas ações para a TAM.
fonte: Valor Econômico, O Estadão online e Reuters

domingo, 6 de março de 2011

IndiGO - a AZUL Indiana

Já viu aquelas fotos enviadas por mail sobre o modo de transporte mais popular na India? Trens apinhados de gente, sem “luxos” como segurança, conforto, serviço. Caminhões de bóias frias brasileiros são ônibus leito quando comparados a isso. Mas essa realidade vai mudando gradativamente e não é pra menos. Com um PIB que cresce mais de 7% ao ano, o mercado da aviação comercial na Índia deu um salto  – em 2002, eram 600.000 vôos contra esperados 1 bilhão e meio em 2011. Nesse mesmo período, o número de passageiros indianos quase dobrou e o aeroporto de Nova Délhi já é o sexto maior do mundo. A Boeing estima que, para atender á demanda dos próximos 20 anos, a Índia vai precisar acrescentar mais de 1000 aeronaves à frota atual.
Transporte na Índia - ontem e...hoje
É nesse ambiente que a IndiGo se destaca pela agressividade com que ganha Market Share, sendo hoje a companhia aérea que mais cresce por lá. Em 2005, o empresário Rahul Bhatia, dono de agência de turismo, comprou 100 aviões e fundou a empresa, fazendo seu primeiro vôo em 2006. Deu tão certo que em 2011 encomendou mais 180 aviões para a Airbus.  E o segredo todo mundo já sabe, mas poucos praticam: passagens baratas e serviço de primeira. Os vôos são confortáveis e a comida é a melhor dentre as companhias do mercado indiano. 
Aeromoças da IndiGo
A IndiGo se prepara para sair do país, estendendo a malha para o Oriente Médio e Sudeste Asiático. Vai ter que enfrentar céu turbulento – empresas do Oriente Médio pagam um décimo do que custa um litro de combustível na Índia. Pra conseguir alavancar esse plano de expansão, a empresa estuda com bancos a abertura de capital ainda em 2011.
Quanto mais exemplos como este tivermos mundo afora, menos trens superlotados lá e menos força para empresas arrogantes aqui (viu, dona TAM?). “Go, Go, IndiGo, Go!”
fonte: Revista Exame e Forbes India

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Low cost, low fare, low respect!

Pense rápido: fila em aeroporto, mas não a de embarque. Se fosse só esta, não seria de todo ruim – se tem fila é porque vai ter embarque – então, sorria. Mas a fila do tal do “check in”, essa é perversa. Você está lá esperando, sofrendo, mas nada garante que você vai embarcar. Desde que voar perdeu a graça e a elegância, o tal do low cost-low fare jogou no ralo o nível de serviço. Não, serviço não – o respeito. Bizarro mesmo é ter gente achando que a tal de Ryanair é o bicho, poque atira passagens a 6 euros como quem atira milho pra pombo. E quer carregar gente em pé e cobrar pelo banheiro - me poupe.
Meu cunhado comprou um terreno. Um dia, descobriu que o mesmo terreno tinha sido vendido a ele e a outra pessoa ao mesmo tempo. Qual a diferença disso pra um “overbooking”?  É desrespeitar a Física? Não. É abuso, é crime. Ok, aquele hábito antigo de bloquear duas reservas pra ver qual se confirmava primeiro acabou estimulando essa deformação - em parte, culpa nossa, mas isso é passado. Hoje, com tudo integrado via web, não tem mais choro nem vela. Fato novo: Dona TAM vai ter que repensar atitude. A ANAC (Agência nacional de Aviação Civil) cortou a cabeça e mostrou em sinal de aviso. Atrasou ou cortou vôo, castigo. Clima, estrutura de aeroportos, tudo isso é sempre a justificativa, mas a cultura de que “no final das contas quem fica no chão é o cliente”, essa tem que parar. “O órgão mais sensível do homem é o bolso” – nada de novo aqui. Sem poder vender passagem até 03 de dezembro, a TAM lidera a queda das ações na BOVESPA. E hoje comunica que os vôos estão rigorosamente normalizados - precisava isso? 
Discordo com aquele "speech" debochado que sempre vêm logo após o pouso “sabemos que a escolha da companhia é uma opção do cliente” – mentira. Ainda é “falta de opção”. Mas a atitude da ANAC me encheu de esperança quanto ao final do ano. Passageiro no chão, esperança no ar. Ao menos isso.