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sábado, 12 de maio de 2012

Unidos pela Música - Hey Jude

Trafalgar Square entoando Hey Jude
e Pink - convidada inesperada 
30 de abril de 2009 - Dizer que a música elimina as diferenças e aproxima pessoas é um chavão imbatível. Mas teve uma empresa de telefonia inglesa que provou isso. A T-Mobile mandou um torpedo pelo celular: "Esteja na Trafalgar Square tal dia, tal horário". E nada mais foi dito. Em tempos de ameaças fundamentalistas e terrorismo gratuito, eu desconfiaria se recebesse um desses. Mas muita gente curiosa foi conferir. 13.500 pessoas, muitas achando que fossem dançar, ou algo assim. Mobilizações desse tipo   tem sido cada vez mais comuns, as chamadas flash mobs. A própria T-Mobile já tinha chamado um monte de gente pea dançar em Liverpool, em janeiro do mesmo ano. Mas ninguém ninguém dançava nem portava travesseiros, não era nada disso.  Aos que ali estavam aguardando, foram distribuídos centenas de microfones e, pra surpresa de todos, aconteceu o maior karaokê ao ar livre já presenciado – todo mundo cantando Hay Jude, dos Beatles. Pessoas que passavam naquela hora e nem tinham recebido o convite pararm e cantaram junto. Lá no meio, a cantora amerciana Pink, aparecia entoando o naaaa-na-na-nanananaaa-nananana-hey Juude! A Partizan, empresa organizadora da promoção,  registrou tudo em mais de 20 câmeras espalhadas pelo local. O evento fez parte da campanha "T-Mobile, Life's for Shering". Confira o filme.
fonte: Video enviado por Albino Caleffi (Valeu Albino!)

domingo, 19 de dezembro de 2010

Karaokê (em português, algo como “orquestra vazia”)

Daisuke Inoue pôs o mundo pra cantar

Por um único momento, de microfone na mão, todo mundo é Sinatra, Madonna, Frank Aguiar. Microfones tem poderes, faz de um ninguém rapidamente o centro das atenções.  É também a arte da camaradagem, literalmente. Não precisa cantar bem pra te aplaudirem – quem tem amigo nunca desafina e pra pontuar alto, é só não sair da trilha. Não se sabe ao certo o porque (na web, não encontrei nada sobre isso), mas é consenso que “gritar” a música ajuda na pontuação.
Daisuke Inoue, inventor e negociante de Osaka (Japão) começou tudo nos anos 70. Queria criar um jeito de as pessoas cantarem sem a necessidade de um conjunto ao vivo. Resolveu gravar umas fitas e alugar para bares. Não patenteou, por isso não ganhou quase nada com a explosão do karaokê pelo mundo a partir dos anos 80, mas virou referência no assunto e por isso, fatura com a fama como pode - inventou até um inseticida “mata baratas” para equipamentos de karaokê – no Japão, diferente do que acontece no Brasil  (onde o karaokê é cantado em festa de família) o pessoal canta em bares, nos happy hours. Pra ter um inseticida pra karaokê, imagino como devem ser alguns desses bares. Inoue ganhou um prêmio em 2004, o “Ig Noble Prize” (algo como “Prêmio pouco nobre”), uma gozação séria sobre o Prêmio Nobel, que acontece todo outubro na Universidade de Harvard (USA). Segundo o juri, Inoue criou um novo caminho para que as pessoas aprendessem a tolerância e o respeito. Nem sempre tem sido assim – em Manila, nas Filipinas, as casas de karaokê tiraram May Way (Frank Sinatra) do cardápio. Seis “cantores” foram literalmente massacrados a bala em 2010 por desafinarem na hora daquele estrondoso and did it myyyyyy waaay!!!”, fenômeno conhecido como “mortes My Way” – lá, onde o karaokê é um vício pior do que no Japão e onde o povo gosta de dar tiro, a tolerância é zero.
Roberto Casanova - o "Pelé" da música japonesa
No Japão (e na Ásia toda) o karaokê é pra eles como a TV é para os brasileiros.  Disputado em mega-concursos, tem até seus ídolos.  Por sinal, num dos mais disputados (com 80 mil inscritos em 2010), quem levou a melhor na final especialmente transmitida pela rede japonesa NHK foi justamente um brasileiro: Roberto Casanova. Roberto é conhecido como o Pelé da Música Japonesa. Segundo ele, quando solta a voz, a reação dos japoneses é sempre a mesma: “como pode um brasileiro, negro e que não fala japonês cantar desse jeito?”. 
fonte: revista Piauí, TIME Asia e Wikipedia