Pense em agendas velhas, muitas delas – é coisa de colecionador compulsivo. Não acredito que alguém em sã consciência guarde, por exemplo, uma agenda de dez anos atrás intencionalmente. Achei uma em casa e mordi a língua. Folheando aquilo, a primeira coisa que chamou a atenção foi a lista de telefones. Se eu ligar, quem vai atender? Alguns ainda encontro no Facebook, mas a voz não ouço a, pelo menos, cinco anos. Na parte dos compromissos, uma constatação. Ninguém anota uma coisa que JÁ fez, então agenda remete a presente e futuro. Ler uma agenda antiga me dá a impressão de vasculhar a história contada por outra pessoa. Escolhi um compromisso. Lembrei do caso, dos fatos, da minha atitude como se fosse ontem. Recordo das pessoas envolvidas. Hoje, jamais teria feito daquele jeito. A decisão foi boa, mas desastrada, completamente desastrada, coisa de principiante. Só que isso dito pelo “Eu do Futuro”, não o “Eu do Passado”, que naquele momento era o Presente, dá pra entender? Vou folheando os itens e me dando conta que minha agenda de dez anos, na verdade, virou um tratado. Um tratado com o futuro de um passado pregresso que não pode ser mudado. O que tá lá, fica, mas me ajudou a mudar a forma de encarar minha agenda hoje, que preencho com cuidado. Tá ali um pacto com o futuro que não deixa opção - escolheu errado, já era. Daqui dez anos, o que era compromisso virou o meu legado. Será que é esse legado que quero deixar?
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sábado, 14 de janeiro de 2012
Terapia de Agendas Passadas
Pense em agendas velhas, muitas delas – é coisa de colecionador compulsivo. Não acredito que alguém em sã consciência guarde, por exemplo, uma agenda de dez anos atrás intencionalmente. Achei uma em casa e mordi a língua. Folheando aquilo, a primeira coisa que chamou a atenção foi a lista de telefones. Se eu ligar, quem vai atender? Alguns ainda encontro no Facebook, mas a voz não ouço a, pelo menos, cinco anos. Na parte dos compromissos, uma constatação. Ninguém anota uma coisa que JÁ fez, então agenda remete a presente e futuro. Ler uma agenda antiga me dá a impressão de vasculhar a história contada por outra pessoa. Escolhi um compromisso. Lembrei do caso, dos fatos, da minha atitude como se fosse ontem. Recordo das pessoas envolvidas. Hoje, jamais teria feito daquele jeito. A decisão foi boa, mas desastrada, completamente desastrada, coisa de principiante. Só que isso dito pelo “Eu do Futuro”, não o “Eu do Passado”, que naquele momento era o Presente, dá pra entender? Vou folheando os itens e me dando conta que minha agenda de dez anos, na verdade, virou um tratado. Um tratado com o futuro de um passado pregresso que não pode ser mudado. O que tá lá, fica, mas me ajudou a mudar a forma de encarar minha agenda hoje, que preencho com cuidado. Tá ali um pacto com o futuro que não deixa opção - escolheu errado, já era. Daqui dez anos, o que era compromisso virou o meu legado. Será que é esse legado que quero deixar?
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